Técnicos do governo federal dizem que a situação piorou muito nos últimos dois meses do ano passado, pois várias unidades da Federação sequer conseguiram pagar as folhas de salários. Por isso, a previsão de restos a pagar maiores. Mas dados consolidados pela Comissão de Tributação da Assembleia Legislativa do estado (Alerj) indicam débitos em atraso de R$ 5,9 bilhões.
Diante desse quadro, técnicos do Banco Central admitem que o déficit primário dos estados será maior do que os R$ 17,2 bilhões registrados até novembro. Não será surpresa se o buraco passar de R$ 30 bilhões — os números finais de 2015 serão divulgados no fim do mês. Há a preocupação, porém, com a qualidade das informações. Teme-se que os governadores usem de manobras contábeis para maquiar as contas e mostrar uma saúde melhor que a real.



