Produtora de uma commodity cuja demanda foi fortemente atingida pela crise financeira internacional, a mineradora Mhag revisou seus planos. A meta, que antes era produzir 10 milhões de toneladas de minério de ferro por ano – na Mina Bonito, em Jucurutu – agora é de 6 milhões de toneladas anuais.
O diretor presidente da Mhag, Pio Sacchi, explica que rever os planos era inevitável diante do cenário atual. Com a crise, houve queda no consumo e no preço do minério de ferro, matéria-prima do aço. A China teve uma retração muito grande, não apenas pelo consumo interno ter diminuído mas especialmente porque aquele país é um grande exportador de aço.
Assim, a segunda das duas fases de expansão da empresa foi revisada. Segundo Pio Sacchi, essa mudança reduz as metas da Mhag de 10 milhões t/ano em 2011 para 6 milhões t/ano.
A primeira fase de expansão foi mantida. A previsão é produzir 1,2 milhão t no próximo ano. Para isso, estão sendo investidos R$ 80 milhões, vindos de recursos próprios, nos equipamentos componentes da planta de processamento para moer, retirar as impurezas e concentrar o minério. Nesta primeira etapa, serão abertos 450 postos de trabalho durante a implantação e outros 510 para a operação. Pio estima que, quando essa estrutura estiver funcionando, a mina vai gerar mais mil empregos indiretos.
A segunda etapa é maior e mais desafiadora, uma vez que dependerá de captação junto a bancos, especialmente dentro do país. Nesta fase, além do incremento de 4 milhões t e uma posterior ampliação em 800 mil t, está inserido o terminal de granéis sólidos que a Mhag precisa para dar agilidade e vulto ao escoamento do minério, hoje feito via rodoviária para o Porto de Suape (PE).
Porto
Somente para o porto, serão cerca de US$ 600 milhões (R$ 1,4 bilhão) em investimentos. Esse terminal está projetado para ser construído em Porto do Mangue (Litoral Norte do RN), levando os granéis sólidos através de uma esteira para os navios, distantes cerca de 12 quilômetros da praia.
Além dessa estrutura, será necessário um mineroduto (para levar o minério de ferro misturado com água até Porto do Mangue) e da usina de pelotização (processo de aglomeração para transformar o minério em pequenas esferas para facilitar o transporte). Intervenções que vão atravessar cidades e que vão precisar de apoio do poder público, especialmente no que diz respeito à infra-estrutura.
O tamanho do empreendimento já chamou a atenção do governo estadual. Foram feitos contatos e reuniões na Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico (Sedec) com outros possíveis usuários do terminal, como as fábricas de cimentos e exploradores de granito. “Se houver interessados em unirem-se a nós, tudo bem, mas se não vierem, faremos sozinhos




Robson,
Você não disse que a crise não afetaria a Região do Seridó? Você deve entender: O Seridó encontra-se inserido no mundo.
A mineração desenvolvida no pico do bonito e em outros pontos no municipio de jucurutu e adjacentes é mais que um crime contra a população atual e as suas futuras gerações, não me convensem os orgãos governamentais que estas empresas não estão poluindo as aguas do piranhas assu, assisto a olho nú metais como o próprio ferro IN NATURE, decer rio abaixo, além de que , não traz desenvolvimento algum, se obtiversemos a transparencia nas folhas de pagamento destas empresas veriamos claramente que as mesmas não contratam 30% do seu quadro de pessoas da região, além de que os que lá trabalham não se fixam na região, ou seja, levam o dinheiro para fora e não geram desenvolvimento economico, os politicos deveriam se envergonhar e ao menos cobrarem projetos de ação em beneficio ao meio ambiente patrocinados por estas firmas, infelismente isso ficará para outro planeta, sem mais, apenas lamento!!!