Os 16 corpos das vítimas do voo 447 em processo de identificação estão irreconhecíveis e em adiantado estado de decomposição. A maioria está inteira, dizem militares da Aeronáutica em Fernando de Noronha. Até sexta-feira (12), nenhuma vítima foi identificada.
Os exames estão sendo realizados no IML (Instituto de Medicina Legal) de Pernambuco, em Recife, por uma força-tarefa constituída de peritos brasileiros e franceses.
Dois parentes de vítimas foram nesta sexta-feira (12) a Recife, na tentativa de fazer o reconhecimento visual. “É direito inegável das famílias ver os corpos”, disse Nelson Faria, pai do passageiro Nelson Marinho. Os dois parentes, porém, foram barrados. Segundo a Polícia Federal, o estado dos corpos invalida um eventual reconhecimento.
Também não será permitido o acesso das famílias aos objetos pessoais encontrados com os mortos. As peças estão lacradas, e qualquer alteração poderá ser classificada como “contaminação de prova”, atrapalhando o processo de investigação.
Foto: equipe de resgate