
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e a Polícia Civil deflagraram nesta quarta-feira (17) a operação Lixeira de Ouro, com foco na apuração de um suposto esquema criminoso de fraude em procedimento licitatório no município de Monte Alegre. A investigação aponta indícios de direcionamento de contratos públicos, com possível prejuízo aos cofres municipais e violação aos princípios da legalidade e da moralidade administrativa.
A operação em Monte Alegre não é um fato isolado. Pelo contrário, reforça um cenário que tende a se repetir em diversos municípios do Rio Grande do Norte, especialmente em áreas sensíveis da administração pública, como coleta de lixo, limpeza urbana, transporte e serviços terceirizados. São contratos milionários, de execução contínua, historicamente vulneráveis a sobrepreço, conluio entre empresas e montagem de licitações.
Nos bastidores do controle externo, a avaliação é de que haverá uma fila considerável de gestores e ex-gestores municipais respondendo por esse tipo de abuso nas esferas administrativa, cível e criminal. O avanço das investigações, o cruzamento de dados, o uso de inteligência financeira e a integração entre Ministério Público, Polícia Civil e órgãos de fiscalização têm encurtado o caminho entre a suspeita e a responsabilização.
Casos semelhantes já foram alvo de operações em outras regiões do Estado nos últimos anos, envolvendo desde pequenas cidades até municípios de maior porte. O padrão se repete: contratos emergenciais sucessivos, licitações com baixa competitividade, empresas recorrentes vencendo certames e serviços pagos que não correspondem à execução real.
A operação Lixeira de Ouro sinaliza que o cerco está se fechando. A mensagem é clara: práticas que durante décadas foram tratadas como “normais” na gestão municipal agora estão sob lupa. Para muitos gestores, o lixo que parecia invisível começa a reaparecer nos autos dos processos.




E aja Lexotan xerife,pras bandas do Seridó…