Notas

Cobrança de artistas a prefeituras vira rotina como é o caso do prefeito de Mossoró

Compartilhe:
  • Atrasos são comuns em todo o país, mas exposições públicas ganham tom político no RN

A cobrança de artistas por cachês atrasados junto a prefeituras não é novidade e tem sido uma prática recorrente em todo o Brasil. Contratações para eventos como São João, carnavais, réveillons e festas de padroeiros costumam envolver prazos que nem sempre são cumpridos à risca pelos municípios.

Recentemente, a cantora Taty Girl utilizou as redes sociais para cobrar pagamentos referentes a apresentações realizadas ainda no São João do ano passado, situação que se repete com diversos artistas e agências pelo país. No Rio Grande do Norte, o tema voltou à tona com a cobrança pública do cantor Beto Barbosa à Prefeitura de Natal, referente ao Réveillon.

Nos bastidores, no entanto, a leitura de parte do meio político é de que essas cobranças públicas, passam a ganhar outro peso em períodos de pré-campanha eleitoral. A exposição dos débitos pode ser interpretada como instrumento que acaba atingindo diretamente a imagem de gestores e pré-candidatos.

Casos semelhantes já ocorreram no estado, como a denúncia feita pelo artista plástico Túlio Ratto, de Mossoró, que cobrou publicamente pagamentos por obras adquiridas pela prefeitura local. Situações como essa reforçam que atrasos existem, mas também levantam o debate sobre a forma e o momento em que essas cobranças vêm à tona.

O fato é que, sendo rotina administrativa ou não, o tema dos pagamentos a artistas entrou de vez no debate público — e, em tempos eleitorais, acaba sendo utilizado também como ferramenta de disputa política.

Clique em cima da nota e veja que Alysson não pagou ao artista:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *