
A candidatura de Hermano cairia como uma luva para os líderes do sistema governista. Apoiando ele, o deputado federal Henrique Eduardo, presidente nacional do PMDB, não se indispõe com o Planalto, de quem espera apoio para se eleger presidente da Câmara Federal para o biênio 2013-2014.
Para Rosalba, também é mais cômodo subir no palanque de Hermano, que é da base da presidente Dilma Rousseff (PT), do que arriscar que as divergências políticas do próximo ano prejudiquem a relação republicana entre ela e a petista, que, segundo ambas disseram, é muito boa.
A escolha do nome do peemedebista também poderia impedir o apoio maciço do Planalto à chapa da oposição, que poderá ser encabeçada por Wilma de Faria (PSB), Carlos Eduardo (PDT) ou Fernando Mineiro (PT). Dois candidatos da base de Dilma evitaria a nacionalização da campanha.
Os demais pré-candidatos aliados de Rosalba – Rogério Marinho (PSDB), Micarla de Sousa (PV) e Felipe Maia – teriam conjunturas diferentes. Micarla sofre com a rejeição e tem o apoio do DEM praticamente descartado. Felipe e Rogério afastam os líderes do governo Dilma.
O sistema governista não tem condições eleitorais de disputar o próximo pleito com mais de um candidato. As pesquisas mostram isso. Se o fator decisivo para a escolha do nome que disputará a prefeitura pelo grupo for a relação com Brasília, Hermano sai na frente.



