Caso F. Gomes: Justiça decide não levar a julgamento tenente-coronel e soldado denunciados

OLYMPUS DIGITAL CAMERASidney Silva destaca em seu blogue que o juiz Luiz Cândido de Andrade Villaça, decidiu que mais dois dos réus do processo da morte do jornalista Francisco Gomes de Medeiros, (F. Gomes), ocorrida em outubro de 2010, deve ir a julgamento popular.

O advogado Rivaldo Dantas de Farias e o ex-pastor Gilson Neudo Soares do Amaral, conforme a decisão, devem sentar no banco dos réus. Entretanto, o tenente-coronel Marcos Antônio de Jesus Moreira e o soldado da PM Evandro Medeiros, que também foram indiciados pela Policia Civil e denunciados pelo Ministério Público Estadual, não irão a Juri Popular. O magistrado não encontrou provas suficientes que os incriminasse.

A sentença foi divulgada no Diário da Justiça Eletrônico, desta terça-feira, (12). A data do julgamento popular (quando o magistrado convoca várias pessoas da sociedade, sorteia sete, que ficam responsáveis pela decisão se o réu é culpado ou não) inda não foi confirmada.

A decisão do magistrado Luiz Cândido Vilaça levou o aval do Ministério Público Estadual. O advogado, Jandui Fernandes, que atua no processo defendendo os interesses da família de F Gomes, discordou da posição do promotor Geraldo Rufino, em relação aos dois que não foram pronunciados. Promete recorrer.

Com relação a prisão de Gilson Neudo, o magistrado decidiu por mantê-la. A prisão preventiva do acusado foi decretada com fundamento na preservação da ordem pública, inclusive relata que tomou conhecido de possíveis ameaças feitas a familiares do corréu, Lailson Lopes. “Observo que o réu permaneceu preso durante todo o processo e que não se vislumbra o desaparecimento das razões que ensejaram a decretação da prisão preventiva. Por essas razões, não lhe concedo o direito de recorrer em liberdade, mantendo o decreto de prisão cautelar, até porque há notícias de que o acusado esteve ameaçando os familiares do corréu Lailson Lopes, figura chave das investigações, necessitando-se, portanto, assegurar a garantia da ordem pública“, destaca.

 

Com relação ao corréu Rivaldo Dantas, o juiz afirma que já existem medidas cautelares que lhe foram aplicadas e que com o passar do tempo, elas não estão sendo descumpridas. Sendo assim, manteve a liberdade provisória do réu por não haver motivos para nova decretação de sua custódia cautelar.

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