
“Não quero fazer considerações acerca das decisões do partido (PR), pois cabe ao partido tomá-la. Fui convidado pela presidente Dilma Rousseff e a ela pertence o cargo”, disse nesta terça-feira, 16, durante audiência no Senado para dar explicações sobre as denúncias de irregularidades no ministério, que resultaram na demissão de 27 pessoas.
Durante a audiência, ainda em andamento, Passos foi questionado sobre as denúncias de cobrança de propina e de superfaturamento em obras vinculadas ao ministério. O líder do DEM, senador Demóstenes Torres (GO), questionou o superfaturamento de R$ 720 milhões no valor das obras, conforme apontado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), entre 2009 e 2010. O ministro negou a existência de superfaturamento e atribuiu os aditivos e os aumentos de preços a “mudanças de características das obras” e ao aumento dos recursos repassados para o setor, mas não a irregularidades.
Passos disse que a Controladoria Geral da União está encarregada de proceder a uma auditoria no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). A iniciativa foi criticada pelo senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-PR), para quem “a CGU não controla nada, não é de nada”. “O senhor vai ficar sentado sobre um vespeiro”, afirmou o senador tucano. O líder do PT, senador Humberto Costa (PT-PE), entretanto, elogiou as explicações do ministro, “do ponto de vista técnico e político”.



O cargo não deve pertencer a Dilma, mas sobretudo ao povo.