
O governador eleito Cadu Xavier (PT) fixou o dia 20 de dezembro como o prazo limite para concluir o diagnóstico da máquina estadual, anunciar sua nova equipe de secretariado e definir os projetos estratégicos para os primeiros 100 dias de gestão. A definição foi apresentada nesta sexta-feira (06/11) durante a instalação da Comissão Mista de Transição do Governo do Rio Grande do Norte, na Escola de Governo, situada no Centro Administrativo do Estado, em Natal.
A cerimônia de abertura reuniu a governadora Fátima Bezerra (PT) e representantes de diversas instituições. Mesmo tratando-se de uma sucessão dentro do mesmo espectro político, Cadu Xavier ressaltou a necessidade de um exame minucioso da situação estadual. “A gente tem uma transição dentro do mesmo grupo político, mas isso não quer dizer que a gente não vai fazer um diagnóstico”, pontuou o governador eleito. Fátima Bezerra garantiu a continuidade da cooperação, reforçando o compromisso com uma administração de portas abertas.
Sob a coordenação da controladora-geral do Estado, Luciana Daltro, a equipe de transição terá a missão de mapear dados financeiros, contratuais e patrimoniais. O trabalho foi segmentado em sete eixos prioritários, incluindo a situação fiscal e o quadro de pessoal. Até a posse, agendada para 06/01/2027, o sucessor despachará de um gabinete na própria Escola de Governo, contando com o apoio da vice-governadora eleita, Larissa Rosado (PSB).
Um dos pontos centrais do debate será o déficit previdenciário. Cadu Xavier defendeu uma solução que envolva a colaboração entre os Poderes, assegurando que o aumento da contribuição patronal não resultará em elevação de alíquotas para os servidores. A política salarial vigente, regida pela Lei Complementar nº 777/2025, será mantida, focando o crescimento das despesas na evolução da receita corrente líquida.
O setor produtivo também participa ativamente do processo. Representando a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern), a engenheira Ana Adalgisa Dias Paulino enfatizou a importância de equilibrar a atratividade econômica do Estado com os desafios da reforma tributária. Paralelamente, o futuro governo reafirmou o compromisso com obras estruturantes, como a duplicação da BR-304 e o Hospital Metropolitano, após tratativas recentes em Brasília com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
