
As compradoras são mulheres com elevado poder aquisitivo e que estão acostumadas à vida no campo, segundo Martins. “A mulher que vai comprar um cavalo de R$ 1 milhão em um leilão precisa estar com uma bota adequada”, diz o empresário, no ramo desde 2003. “Sempre fui fã de rodeios, mas quando percebi que as botas exóticas só eram feitas fora do Brasil, decidi investir nisso”.
Na loja itinerante de Martins, a bota mais comum é a de pele de avestruz, que custa R$ 760. Os preços sobem de acordo com a dificuldade de encontrar ou trabalhar o material.
O modelo que tem cabeças de cobras najas costuradas próximas às biqueiras custa R$ 5,4 mil. “Não é só a dificuldade para comprar as cabeças, mas o próprio processo para curtir o couro é diferente, porque se não for bem feito pode apodrecer”.


