Num país onde nada se resolve antes do Carnaval, a eleição municipal de Natal chega à festa de Momo com duas pré-definições:
1 – A candidatura do deputado Rogério Marinho por uma coligação formada pelo PSDB e DEM, celebrada no meio de um pacote que contemplou outras três capitais nordestinas onde os tucanos vão apoiar candidatos do DEM, sobretudo em Salvador, uma das principais apostas do partido com o deputado ACM Neto;
2 – A disposição da prefeita Micarla de Souza entrar na luta pela reeleição, a partir da demissão, na semana passada, de todos os ocupantes de cargos em comissão, ajustando a equipe ao seu projeto político que deve ser anunciado em Maio (prazo estabelecido por ela própria para anunciar sua candidatura.
Com essas duas candidaturas será muito difícil a definição do pleito logo no primeiro turno, como ocorreu há quatro anos.Outras três candidaturas estão postas:
1 – Do ex-prefeito Carlos Eduardo, que vem liderando todas as pesquisas, por ter se colocado como o anti-Micarla desde os primeiros dias da sua administração, quando ela ainda era uma campeã de popularidade;
2 – Do deputado Fernando Mineiro que conseguiu manter o rodízio que vem mantendo com a deputada Fátima Bezerra, desde que assumiram o controle da legenda do PT no Rio Grande do Norte, sem levar em conta os 85 mil votos de Fátima para Deputado Federal no último pleito;
3 – Do deputado Hermano Morais que conseguiu convencer a cúpula do PMDB de uma candidatura própria em Natal, onde o partido não tem tido candidato há mais de vinte anos.
Por Cassiano Arruda Câmara


