Barroso afirma que voto impresso poderá gerar judicialização das eleições no Brasil

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, ao abrir o ano judiciário na noite desta segunda-feira (1º), afirmou que o país não precisa de um modelo eleitoral que possa gerar judicialização das eleições. A declaração dele foi direcionada a quem defende o uso do voto impresso para o sistema eleitoral brasileiro, como o presidente Jair Bolsonaro.

Na noite desta segunda, Bolsonaro fez menção no Twitter ao “voto em papel” usado para eleger Rodrigo Pacheco (DEM-MG), novo presidente do Senado. Para Barroso, a modalidade tem custo elevado e colocará o sistema em risco de alegações de perdedores que venham a pedir conferência de votos. “Tudo o que não precisamos, no Brasil, é a judicialização também dos resultados eleitorais”, afirmou. “Esse é um time que vem ganhando. Portanto, nós somos os fiadores da integridade desse sistema. Os eleitos foram efetivamente aqueles consagrados pela vontade popular, e não há nenhuma razão para se supor o contrário”, apontou.

O ministro ainda destacou o crescimento do TSE nas redes sociais, como estratégia de alcance e conscientização, e apontou que a corte está “absolutamente em dia”: abre 2021 com pouco menos de 5 mil processos no acervo, sendo apenas 23 deles a serem pautados ainda em sessões por videoconferência. Barroso também reforçou a defesa da democracia e apontou que o TSE vai manter as campanhas contra violência política, por incentivo à participação feminina na política, para atração de jovens lideranças e a adequação às normas da Lei Geral de Proteção de Dados.

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