
A montadora de luxo alemã Audi considera usar fábricas da Volkswagen, controladora da marca, para iniciar a produção de modelos de luxo no Brasil. Segundo a empresa, isso daria condições para a empresa chegar antes de suas concorrentes. Entre os candidatos a futuro Audi nacional, estão três modelos: o pequeno A1, o sedã A4 (os dois representam 60% das vendas da marca) e o jipinho Q3, de grande apelo comercial.
Na véspera do Salão do Automóvel de São Paulo, no fim de outubro, a marca já havia antecipado que iniciava os estudos sobre a viabilidade do projeto, motivada principalmente pelo novo regime automotivo, que beneficia os carros locais com menor carga tributária.
Nesse momento, a direção da montadora diz estar debruçada sobre as regras da nova política industrial e fazendo as contas da viabilidade da operação.
Há cerca de um mês, a rival BMW foi a primeira das marcas de luxo a anunciar que investirá em uma linha de produção no país. A Mercedes é outra que estuda voltar a fabricar automóveis de passeio requintados.
A previsão da Audi é a de que até o final do ano já tenha uma posição concreta e mais detalhada sobre a operação no país, como local da fábrica e os valores do investimento.
Até o ano 2020, a Audi planeja aumentar a sua produção de 1,4 milhão de unidades para dois milhões de carros em todo o mundo.
A empresa deve fechar 2012 com 5.500 emplacamentos no Brasil, sendo que a cota de importação da marca no próximo ano sem o IPI majorado (30 pontos percentuais extras) será de apenas 4.000 unidades.
