A forma como o senador Styvenson Valentim vem operando a destinação de emendas parlamentares passou a ser alvo de críticas no Rio Grande do Norte. Nos bastidores, cresce a observação de que há um verdadeiro “malabarismo” na aplicação dos recursos.
Relatos apontam que emendas inicialmente destinadas a áreas como saúde acabam sendo redirecionadas para educação — e vice-versa — conforme a conveniência de execução nos municípios. A prática, segundo críticos, tem se tornado recorrente.
O ponto central das críticas é que, em alguns casos, recursos indicados para custeio de determinada área acabam sendo aplicados em outra finalidade, o que levanta suspeitas sobre a transparência e a coerência na destinação original das verbas.
O DESVIO:
Um dos desvios foi para a reforma da Escola Municipal Vereador Inácio Miranda dos Santos, na cidade de Parelhas.
O prefeito Dr. Tiago (PSDB) contou como foi a manipulação dos recursos para a obra. “Eu disse: ‘Senador, eu estou precisando construir… reformar uma escola lá’. O Senador disse: ‘Quanto é que você precisa?’. Eu disse: ‘Dois milhões’. Ele disse: ‘Eu não tenho isso na educação, mas eu vou fazer o seguinte com você: eu vou mandar pra saúde, o que você gastaria na saúde de recurso próprio, você usa pra reformar a escola’. Eu disse: ‘Perfeito’”, relatou.
“É por esse motivo que eles dizem que não foi o Senador que fez, mas foi o Senador que fez! É bom que vocês entendam, pra que vocês saibam explicar e não caiam no conto da sereia. O Senador não tinha emenda de educação, então ele aportou dois milhões a mais na saúde do que ele sempre aportava, pra que eu construísse a escola. Então, essa escola foi de emenda. Mas é bom justificar, é bom explicar, pra que fique, como dizia o Chaves, ‘nos mínimos detalhes’”, complementou.





