
O arcebispo de Aparecida, Dom Mário Antônio da Silva, defendeu nesta segunda-feira (12/10) a preservação do respeito mútuo em meio ao acirramento da polarização no Brasil. Ao analisar o atual momento do país, o religioso destacou que o ambiente público está sobrecarregado por disputas e acusações, alertando que ninguém possui o direito de utilizar a fé como ferramenta para ferir o próximo.
A reflexão ganha relevância ao abordar o impacto real dessas tensões na vida cotidiana. Segundo Dom Mário, a dificuldade em conviver com o contraditório e a tendência de rotular quem pensa diferente como inimigo são sintomas de um adoecimento coletivo. Para o arcebispo, quando essa intolerância permeia a política e a religião, a saúde social e mental da população é diretamente prejudicada.
Durante entrevista realizada nesta segunda-feira (12/10), o religioso enfatizou a necessidade de “furar bolhas” e buscar o diálogo para a promoção do bem comum. Questionado sobre a instrumentalização da figura de Nossa Senhora em embates eleitorais e a propagação de desinformação, ele apontou o papel das redes sociais e do WhatsApp na aceleração de conflitos desnecessários.
Para combater o cenário de hostilidade, Dom Mário sugeriu que os fiéis adotem a “prudência e o bom senso” como antídotos. O arcebispo reiterou que, apesar das divergências de pensamento, a sociedade brasileira deve evitar o caminho do confronto e da destruição, tratando o próximo com a fraternidade que a dignidade humana exige.
