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Animais: um perigo nas estradas! Acidente mata um dos 3 melhores trombonistas do mundo na Paraíba

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“Caro leitor,

Cheguei, ontem, de uma viagem a Juazeiro do Norte, Ceará, utilizando a BR 361, a mesma onde há cerca de uma semana perderam a vida num terrível e lamentável acidente quatro músicos paraibanos do Sexteto Brasil, entre os quais o maestro e professor-doutor Radegundis Feitosa, considerado um dos três melhores trombonistas do mundo.

 Ponderando que o aludido acidente aconteceu no trecho compreendido entre as cidades de Itaporanga e Piancó, e que foi causado pela tentativa do motorista de livrar-se de jumentos que se encontravam sobre o leito da rodovia, resolvi contar os animais existentes no asfalto ou à margem dele.

 Para o meu espanto, cheguei à casa dos vinte e dois – é, amigos, vinte e dois animais nos trinta quilômetros que separam as duas cidades, sendo a maioria deles burros e jumentos. Como há desses animais por ali!  Querem saber quantos policiais rodoviários federais vi nesse trajeto da BR 361? Nenhum! Isso mesmo, nenhum policial, aliás, ao longo de todo o restante da viagem até Patos, PB.

Essas perguntas deixo no ar:

 1) Como em uma BR não há um posto, sequer, da Polícia Rodoviária Federal? 2) O que, na prática, fazem os policiais rodoviários federais? 3) O que esperam para cumprir e fazer cumprir a missão que lhes cabe? 4) Quantas pessoas haverão de pagar com a própria vida pela omissão e pela irresponsabilidade?

No site da Polícia Rodoviária Federal (www.prf.gov.br) está solenemente escrito como missão: “Fiscalizar diariamente mais de 61 mil quilômetros de rodovias e estradas federais, zelando pela vida daqueles que utilizam a malha viária federal para exercer o direito constitucional da livre locomoção”. Bonito, não é? Verdadeiro? Nem tanto.

Mensalmente, percorro nas estradas paraibanas e potiguares, sobretudo em BRs, a média de 1.200 km e raramente sou abordado por um policial rodoviário federal no cumprimento do seu ofício. Também não lembro da última vez em que vi um caminhão da PRF carregado de animais recolhidos como conseqüência do “zelo pela vida daqueles que utilizam a malha federal para exercer o direito constitucional da livre locomoção”.

Sou dessas pessoas inconformadas com o descaso com que em geral é tratado o povo brasileiro e costumo manifestar meu inconformismo. Desta feita, valho-me da boa vontade dos amigos blogueiros que quiserem/puderem tornar público este desabafo que, mesmo não vindo a dar em nada, servirá para anunciar que estou fazendo a minha parte. 

Patos (PB), 12 de julho de 2010.

Paulo Gilberto Morais dos Santos (PeGê), 59, aposentado. (RG 143.124/RN)”

2 comentários em "Animais: um perigo nas estradas! Acidente mata um dos 3 melhores trombonistas do mundo na Paraíba"

    PAULO GILBERTO (PeGê) - PATOS
    12/07/2010 às 10:50

    Muito obrigado, Robson, pela divulgação. O povo brasileiro tem que começar a dizer não à baderna institucionalizada! Você também está fazendo a sua parte.

    116920
    Oldair Garcia
    12/07/2010 às 11:28

    Realmente, assiste razão o desabafo de Pegê. Há mais de três anos que sou usuário daquela rodovia e simplesmente não há nenhum tipo de fiscalização por parte da PRF, especialmente no trecho que liga Piancó a Conceição/PB. Até então, nunca vi sequer uma viatura da PRF fazendo blitz ou algo parecido. São inúmeros os animais que circulam às margens e sobre a rodovia daquele trecho. Aconselho aos condutores de veículos que sejam cautelosos ou evitem circular naquela rodovia no período noturno – é muito arriscado. Digo isso por experiência própria. Graças a Deus tive sorte de desviar desses animais, mas foi por pouco. É impressionante o descaso das autoridades competentes, já que são sabedores da situação-problema, no entanto, fazem ouvidos moucos, não têm responsabilidade suficiente para responder positivamente à sociedade. Nós que trafegamos pelas estradas da vida, temos o dever de pagar os impostos devidos e de ter o veículo sempre revisado, porém, temos também o direito de utilizarmos uma rodovia em perfeitas condições de tráfego. Um abraço, Oldair Garcia.

    116923

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