
A área de marketing mostrou-se uma boa alternativa, no entanto, a crise financeira no País fez com que as empresas reduzissem os investimentos na área e o futebol perdeu receitas importantes.
Apesar disso, a busca por parceiros, sejam públicos ou privados, ainda é uma das saídas mais viáveis para que os clubes possam manter suas atividades e crescerem, aumentando suas potencialidades esportivas e técnicas, o que acaba por gerar um círculo virtuoso no famoso “ganha-ganha”, ou seja, o clube ganha com a conquista de títulos e seus parceiros ganham com a associação de suas marcas ou empreendimentos a projetos vitoriosos.
Com essas lições em mente, o presidente do América, Eduardo Rocha iniciou, esta semana, uma série de reuniões com sua equipe de marketing para traçar um plano ousado, mas que pode render bons resultados econômicos para o Alvirrubro e que, em caso de sucesso, pode ser trilhado por outros clubes potiguares.
“Estamos fazendo um estudo, temos um grupo de apoio, nós estamos catalogando as 50 maiores empresas arrecadadoras de ICMS, no Rio Grande do Norte, e vamos oferecer o produto América. É um produto de 104 anos de existência, que tem credibilidade, que tem mais de 112 mil seguidores nas redes sociais, então isso tem um valor. Isso pode ser transformado em ganho para essas empresas que venham a patrocinar. A gente sabe que é difícil, hoje, conseguir um grande patrocinador isolado, agora o que eu percebo, e aqui vai uma crítica construtiva e talvez a culpa seja do nosso marketing que ainda não conseguiu ser entendido, é que os nossos empresários, historicamente, não investem no Esporte”, analisou Rocha.
O dirigente citou o exemplo do interesse maior que ele percebe no estado vizinho, a Paraíba, por parte da iniciativa privada em investir no esporte. Na área pública, essa intenção também foi percebida pelo cartola Alvirrubro.
“Não estamos pedindo para que seja colocado dinheiro público em atividades privadas. O Estado, Município e a União possuem orçamentos carimbados para cada área. Em Maceió, por exemplo, anualmente eles patrocinam os clubes nos campeonatos nacionais mostrando o nome da cidade, para que se visite o local. Então, essa verba é carimbada para divulgar única e exclusivamente a cidade. Não existe nada melhor do que os clubes de futebol para fazer essa divulgação”, defende o presidente americano.
Eduardo Rocha revelou que os dirigentes tiveram uma conversa com a governadora Fátima Bezerra (PT) e que ela se mostrou sensível as propostas apresentadas pelos clubes. “Elas se mostrou favorável a um projeto que já existe na Paraíba há pelo menos oito anos, que envolve a questão das notas fiscais. O cidadão consome, paga, pega a nota fiscal e a partir de “x” reais ele tem direito a trocar por um ingresso. O governo, em contrapartida, compra aqueles ingressos por um preço mais módico e esse dinheiro entra para os clubes. Com isso, o cidadão ainda recebe uma aula de educação fiscal”, explicou.
Na Paraíba, o projeto chama-se “Programa de Educação Fiscal da Paraíba” e, segundo o site do governo: “tem como objetivo conscientizar os cidadãos paraibanos sobre a função socioeconômica dos tributos e de sua responsabilidade no controle da aplicação dos recursos públicos, por meio do exercício da cidadania, buscando a construção de uma sociedade mais justa”.
Arena América
A Arena também pode ser uma fonte de receitas para o clube. A intenção da diretoria americana é inaugurar o local durante a Série D do Campeonato Brasileiro. “Como o próprio nome diz, o local não é simplesmente um estádio e servirá para várias outras atividades quando estiver com a capacidade maior, como por exemplo shows, cultos ecumênicos e outras coisas. Ou seja, não é meramente um campo de futebol”, explicou Rocha.
Segundo o dirigente, os ajustes finais já estão sendo feitos e tudo deverá estar pronto para a Série D. Rocha afirma que todo o investimento, algo em torno de R$ 7 milhões, foi feito com recursos próprios do clube, através das vendas de cadeiras e camarotes. O cartola afirma que, com essa fórmula, o clube não adquiriu dívidas, nem precisou perder patrimônio, mantendo a liquidez intacta.
Eduardo Rocha afirma que a Arena irá crescer junto com o entorno do local, pois irá levar um equipamento de lazer para o terceiro maior município do Estado. As informações são da Tribuna do Norte.


