Questionado diversas vezes pelos adversários Cadu Xavier, Álvaro Dias e Robério Paulino durante o debate realizado ontem, o “candidato TikTok” Allyson Bezerra passou longe de dar uma resposta objetiva sobre um dos pontos mais delicados envolvendo seu nome: por que não teria fornecido as senhas de seus celulares e notebooks durante a ação da Polícia Federal em sua residência, no âmbito da Operação Mederi.
A operação foi deflagrada para investigar um esquema envolvendo fraudes em licitações e desvio de recursos públicos na área da saúde, e Allyson aparece como um dos principais alvos da investigação. Diante de uma pergunta que exigia apenas uma explicação clara, o que se viu no debate, segundo os questionamentos feitos pelos adversários, foi enrolação, desvio de assunto e nenhuma resposta convincente.
E a história não termina aí.
Durante o debate, Allyson afirmou que seu celular estaria aberto para qualquer tipo de investigação. Entretanto, documentos oficiais atribuídos à Polícia Federal apresentam uma versão diferente dos fatos, colocando em xeque a declaração feita pelo candidato diante das câmeras.
A pergunta, portanto, continua de pé — e talvez tenha ficado ainda mais incômoda depois do debate: se estava tudo aberto à investigação, por que houve a questão envolvendo as senhas dos aparelhos?
Política não se faz apenas de vídeo para rede social, discurso bonito e promessa de campanha. Quando existem questionamentos envolvendo uma investigação da Polícia Federal e recursos públicos, o eleitor tem o direito de cobrar respostas claras, objetivas e documentadas.
E dessa vez, o TikTok não respondeu.
Do Jucurutu em Foco




