O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), parece cada vez mais convencido de que pode mandar e desmandar na política local. Em sua mais nova investida, o gestor decidiu distribuir os 17 vereadores de sua bancada entre as campanhas dos deputados federais João Maia (PP), Robinson Faria (PP) e Benes Leocádio (União). Para a Assembleia Legislativa, a ordem é clara: o pedido de voto deverá ser para a primeira-dama Cinthia Pinheiro (PSD).
A manobra, porém, não caiu bem entre os parlamentares. Nos bastidores, o clima é de irritação e resistência. Há vereadores que já avisaram que não pretendem seguir o “mapa eleitoral” imposto pelo prefeito.
“Eu sou livre para escolher os candidatos proporcionais. Não é Allyson que vai me obrigar a votar em quem ele quiser”, teria retrucado veementemente um dos vereadores da base.
A tentativa de Allyson em controlar os rumos eleitorais dos aliados expõe um estilo centralizador e autoritário de conduzir a política mossoroense. A postura reforça o sentimento de que o prefeito confunde liderança com imposição — e pode acabar gerando fissuras dentro de um grupo que até pouco tempo parecia coeso.



