
A Polícia Militar de São Paulo fez um esquema especial de segurança antes da chegada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao velório do neto Arthur. Ao todo, seis PMs armados estão na capela onde o corpo do menino está sendo velado. Além disso, mais de dez viaturas estão no entorno do local e uma barreira feita na entrada do cemitério causou incômodo à família de Lula.
Entraram seis PM armados na capela onde está sendo velado corpo e chegou caminhão com grades. O deputado estadual Emídio de Souza e Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, conversaram com o comando da Polícia Militar no local pedindo que os agentes sejam menos ostensivos e reclamando de exageros na operação. O comandante da PM afirmou que o combinado é a entrada apenas de familiares e amigos da família.
O clima no velório era de profunda tristeza. Sandro, filho caçula de Lula e pai de Arthur, chorava em uma cadeira ao lado do caixão branco do garoto, sob o qual foram postos um par de chuteiras e uma bola de futebol.
A imprensa está concentrada do lado de fora do cemitério Cemitério Jardim das Colinas, onde prevalece o silêncio, que só foi rompido por uma manifestante solitária que xingou Dilma Rousseff de ‘vagabunda’ em sua chegada — a única reação dos outros presentes foi de constrangimento. A petista, assim como o ex-deputado José Genoino, seguiu direto para o interior do cemitério.
Ao chegar, o deputado federal Rui Falcão disse que a família de Lula está preocupada com sua saúde. “É mais um drama, para um preso político, preso sem crime, preso sem culpa, e agora, antes de completar um ano de prisão, já perdeu sua esposa, perdeu o irmão, do qual não pôde participar do velório, e agora acho que pegaria muito mal proibi-lo”, disse.
Do lado petista, um pequeno grupo começou a gritar “Lula livre” assim que aumentou a movimentação de policiais antes da chegada do ex-presidente. Os portões só foram abertos ao público às 10h.
VEJA




