O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) defendeu hoje (13) a indicação de um administrador interino para a JBS, como recomenda a Lei 6.404/76, conhecida como Lei das S.A. O BNDES detém 21,3% do capital da empresa por meio de sua subsidiária BNDESPar.
Em nota divulgada nesta quarta-feira, após a prisão do presidente executivo (CEO) da JBS, Wesley Batista, o BNDES sugere que o Conselho de Administração da companhia escolha um “administrador interino”. Segundo a instituição, o início do processo de renovação dos quadros estatutários da JBS, “inclusive com a abertura de um processo seletivo para a escolha de um novo CEO para a empresa em caráter definitivo”, pode contribuir para a preservação da empresa.
O BNDES reafirmou que é favorável à realização de assembleia geral extraordinária para deliberar sobre as medidas necessárias à defesa dos direitos e interesses da empresa e referentes às responsabilidades “pelos prejuízos causados por administradores, ex-administradores e controladores envolvidos em atos ilícitos por eles já confessados”.
O banco recorreu da decisão judicial que, no dia 1º deste mês, suspendeu a realização da assembleia por 15 dias e propõe que esta seja realizada o mais rápido possível “e sem o conflito de interesses que seria caracterizado pelo voto dos controladores. Essa questão “foi levantada pela BNDESPar, em conjunto com a Caixa Econômica Federal, e acolhida pelo Judiciário de primeira instância em decisão liminar”, diz a nota. O banco mantém sua intenção de voto na assembleia.


