Notas

Editorial da Folha de São Paulo: “Já chega” de Eduardo Cunha

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A presença do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na presidência da Câmara é um problema que não se limita aos veementes indícios de corrupção e às claras evidências de mendacidade que pesam contra ele.

As acusações reiteradas de que recebeu propina; a reincidência em práticas destinadas a intimidar adversários; a mentira flagrante em uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), negando ter contas bancárias no exterior –esse conjunto probatório já seria suficiente para justificar a cassação de seu mandato.

Há muito mais, contudo. Sua permanência à frente da Câmara dos Deputados assume características nocivas para a ordem institucional do país, e não só porque sua rede de manipulações bloqueia as atividades do Conselho de Ética encarregado de julgá-lo.

Valendo-se de métodos inadmissíveis a alguém posicionado na linha de sucessão da Presidência da República, o peemedebista submeteu a questão do impeachment de Dilma Rousseff (PT) a um achaque em benefício próprio.

Seus expedientes infames conspurcam o processo em curso, que parece encarar como vendeta pessoal. Exacerbam-se com isso as paixões em um tema extremamente explosivo; alimenta-se a falsa versão de que tudo não passaria de lamentável confronto entre ele e Dilma Rousseff.

Já chega. O personagem que Eduardo Cunha representa, plasmado em desfaçatez e prepotência, está com os dias contados –ele próprio sabe disso. É imperativo abreviar essa farsa, para que o processo do impeachment, seja qual for seu desenlace, transcorra com a necessária limpidez.

2 comentários em "Editorial da Folha de São Paulo: “Já chega” de Eduardo Cunha"

    Cresio
    13/12/2015 às 13:31

    Concordo em gênero, número e grau. Eduardo Cunha não tem condições de permanecer como presidente da Câmara dos Deputados. Ele é um dos políticos mais corruptos do país. Como pode um sujeito deste ser a terceira pessoa na linha de sucessão presidencial. Só no Brasil mesmo. FORA CUNHA… FORA CUNHA…

    663290
    fernando
    13/12/2015 às 14:55

    O processo já está viciado pois foi aberto com um objetivo maior, que é encerrar investigações como a lava jato, pois todos sabemos que outros partidos e grandes empresários seriam atingidos por investigações semelhantes. Os partidos brasileiros governam a mesma maneira, com base na corrupção generalizada.

    663301

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