O Iate Clube de Caicó será demolido. A determinação foi decidida em uma audiência de conciliação que aconteceu na tarde desta quarta-feira, (25),na sede da 9ª Vara Federal.
Segundo o diretor do DNOCS, José Eduardo Wanderley, explicou que a solução encontrada foi que a parte que estiver dentro da área proibida de APP, (situada as margens do açude Itans) terá que ser demolida e o que está fora, poderá regularizar, mas, em nome de um órgão público para funcionar com restrições.
Já sobre os outros balneários a situação é mais complicada. São empreendimentos comerciais e mesmo que fossem fora da área de APP, o Dnocs não poderia regularizá-lo. O próximo passo é identificar os que estiverem dentro da área de Preservação, esses não podem continuar. O que puder ser regularizado, nós iremos fazê-lo, só que com várias restrições, tipo, não poderão ser realizados eventos festivos ou empreendimentos efetivamente comerciais.
Participaram da reunião o representante do Ministério Público Federal, Gilberto Barroso de Carvalho Júnior; o diretor geral do DNOCS no Rio Grande do Norte, José Eduardo Alves Wanderley; do Juiz federal, Hallison Rêgo Bezerra, e representantes da Caern, o prefeito Roberto Germano e o presidente da Câmara Municipal de Caicó, Lobão Filho.





Engraçado como assistimos tudo calado! O povo parece não ter voz. Salvo engano, não teve sequer uma audiência pública para se discutir essa questão, que é de interesse de todos. O Iate mais do que um balneário, já faz parte do imaginário local, junto com as belas sangrias do açude Itans. Eu fico imaginando aqui, como caicoense e como pesquisador: “qual a influência desses clubes na poluição/contaminação do reservatório?”. Por enquanto, não vejo NENHUM estudo sério relacionado a essa problemática. Isso, no mínimo, demandaria um monitoramento anual das variáveis envolvidas, para ver a dinâmica do sistema e seu poder de autodepuração. Mas.. eles, porventura, continuarão a argumentar que a questão será a irregularidade desses clubes em áreas de APP. Eu novamente pergunto: “e qual a situação daqueles moradores que estão com suas casas ali próximo a margem do açude?”, “terão que demolir também?”.
Só para finalizar, seria as leis feitas para os homens ou os homens para essas leis (que ao generalizar, acaba por perder essas singularidades de cada lugar)? Continuamos com o nosso Caicó arcaico, com a velha falta de perspectiva e alternativas de desenvolvimento.
“VIDA DE GADO…POVO MARCADO, POVO FELIZ”…o povo age cono meros executores, não questionam, uma grande perda para o pouco da cultura e história caicoense…MAS O POVO MERECE, POR SER CORDEIRINHOS DO SENHOR(ESTADO), apático e sem pespectivas !