Allyson Bezerra mantém a estratégia de não declarar apoio nem a Lula nem a Flávio Bolsonaro na disputa presidencial. A neutralidade não é novidade: durante o primeiro turno, o candidato do União Brasil também procurou se manter distante dos dois polos nacionais.
Politicamente, a estratégia permite que Allyson dialogue com eleitores dos dois lados. Um levantamento divulgado durante a campanha apontou, por exemplo, que 58,6% dos entrevistados que declaravam voto em Allyson para governador também declaravam voto em Lula para presidente.
Mas as urnas do primeiro turno deixaram sinais importantes para sua campanha. Allyson não venceu em Natal nem em Caicó, onde Álvaro Dias terminou na frente. Também foi derrotado em Pau dos Ferros. Em Mossoró, seu principal reduto político, venceu, mas o desempenho passou a ser analisado pelos adversários à luz da expressiva votação que havia obtido na reeleição municipal de 2024.
Agora começa outra eleição. Nos bastidores, grupos que estiveram contra Allyson no primeiro turno se movimentam para definir seus caminhos. Álvaro Dias, por exemplo, defende até agora a neutralidade do PL na disputa estadual.
O que está claro é que Natal, Caicó e Pau dos Ferros serão novamente territórios importantes na disputa entre Allyson e Cadu de Lula, marcada para 25 de outubro.




