A governadora Fátima Bezerra (PT) afirmou que a pré-candidatura de Allyson Bezerra (União) ao Governo do Rio Grande do Norte representa um projeto “tutelado” por grupos tradicionais da política potiguar. Em entrevista à Rádio Universitária, ela disse que o ex-prefeito de Mossoró tenta se apresentar como nome novo, mas reuniu em torno de sua pré-candidatura lideranças antigas, partidos tradicionais e famílias com longa presença no poder estadual.
“Não me venha com essa história. O novo reuniu em torno de si as oligarquias todas do Estado. É uma candidatura tutelada pelas oligarquias aqui do estado do Rio Grande do Norte”, afirmou a governadora.
A crítica de Fátima mira a composição do palanque de Allyson. Até agora, a pré-candidatura do ex-prefeito de Mossoró tem apoio de oito partidos: União Brasil, PP, MDB, PSD, Republicanos, Solidariedade, PRD e Avante. No grupo político liderado pelo ex-prefeito de Mossoró, estão lideranças como o ex-senador e ex-governador José Agripino Maia (União), o vice-governador Walter Alves (MDB), o ex-governador, ex-senador e ex-ministro Garibaldi Alves Filho (MDB), a senadora Zenaide Maia (PSD), o deputado federal e ex-governador Robinson Faria (PP), o deputado federal João Maia (PP) e o deputado federal Benes Leocádio (União Brasil).
Na avaliação de Fátima, esse conjunto de apoios contradiz o discurso de renovação apresentado pelo pré-candidato. Segundo a governadora, a candidatura de Allyson expressa “o que existe de mais conservador, de mais atrasado” na política estadual. Ela disse que o projeto, apesar de embalado como novidade, está vinculado a forças que governaram o Rio Grande do Norte em diferentes momentos e que, na visão dela, representam um modelo voltado aos interesses de grupos políticos.
“Ou seja, é um projeto que vai significar o quê? Voltar ao passado, aqueles governos de perfil oligárquico, perfil tradicional, governos que eram muito mais voltados para atender os interesses de grupos do que os interesses exatamente da coletividade como um todo”, declarou.


