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Gestão Allyson/Marcos segue cercada por ações e recomendações do Ministério Público em Mossoró

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  • Filas gigantescas na saúde materno-infantil e risco de interrupção de serviços aumentam desgaste da gestão deixada pelo ex-prefeito Allyson Bezerra

O ex-prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do Estado Allyson Bezerra continua convivendo com uma sequência de recomendações, fiscalizações e ações envolvendo a gestão municipal deixada por ele em Mossoró.

Agora, o Ministério Público do Rio Grande do Norte recomendou à Prefeitura de Mossoró e à Secretaria Municipal de Saúde a adoção imediata de medidas para garantir a continuidade dos serviços do ambulatório materno-infantil da cidade. Segundo o órgão ministerial, a falta de reposição de profissionais poderá comprometer e até interromper o atendimento à população.

O relatório técnico apresentado aponta um cenário preocupante. Atualmente, existem 1.288 pessoas aguardando atendimento psicológico, sendo a maioria formada por crianças. Em alguns casos, pacientes estariam esperando consulta há até dois anos.

Na área de ginecologia, a situação também é considerada grave. A fila de espera soma 813 mulheres, entre adolescentes e idosas, aguardando atendimento especializado.

O documento ainda aponta falhas nos encaminhamentos médicos. Segundo o relatório, muitas guias são preenchidas sem o diagnóstico específico das doenças, dificultando o acompanhamento adequado dos pacientes.

Nos bastidores políticos de Mossoró, o comentário é de que a gestão deixada por Allyson Bezerra acabou transferindo uma verdadeira bomba administrativa para o atual prefeito Marcos Medeiros Pereira, que agora enfrenta pressão do Ministério Público para corrigir problemas acumulados na área da saúde.

Adversários políticos afirmam que os sucessivos problemas administrativos, operações, recomendações ministeriais e denúncias envolvendo setores da gestão municipal vêm aumentando o desgaste político do pré-candidato ao Governo justamente no momento em que tenta ampliar seu projeto estadual.

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