
A recusa dos deputados federais Fernando Mineiro e Natália Bonavides, ambos do PT do Rio Grande do Norte, em assinar o pedido de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que visa investigar suspeitas de fraudes no INSS provocou forte reação entre parlamentares da oposição.
General Girão (PL-RN) foi um dos mais contundentes ao comentar o caso. Para ele, ao não apoiarem formalmente a apuração das irregularidades no Instituto, os parlamentares petistas se tornam cúmplices de um escândalo que atinge diretamente os mais pobres. “Eu só tenho a lamentar. A gente não pode ser conivente com o roubo, com o crime — e parece que há uma certa convivência em relação a isso”, disparou o deputado.
Girão foi além e classificou a situação como um dos maiores absurdos da gestão pública recente: “Roubar dos aposentados, especialmente do pessoal da aposentadoria rural, é um absurdo dos absurdos. Eu até escrevi um pequeno artigo dizendo que o PT agora aprendeu a roubar dos pobres para dar aos ricos. É um anti-Robin Hood”.
Na mesma linha, o também deputado Sargento Gonçalves (PL-RN) criticou a postura do PT potiguar, afirmando que a legenda tenta blindar a corrupção e se recusa a dar uma resposta à sociedade diante de um problema que afeta diretamente aposentados, pensionistas e pessoas em situação de vulnerabilidade.
Enquanto isso, cinco dos oito deputados do Rio Grande do Norte já assinaram o pedido da CPI: General Girão, Sargento Gonçalves, Carla Dickson, Robinson Faria e João Maia. Benes Leocádio sinalizou apoio, mas ainda não formalizou sua adesão.
A pressão sobre os que permanecem omissos tende a aumentar, especialmente à medida que a população cobra mais transparência e justiça diante das denúncias que rondam o INSS.

