O vice-presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (SP), disse que o momento não é para debates políticos com mais conteúdo, o que deve ocorrer no futuro. “Acho que foi um contato social acima de tudo, porque é comum que parlamentares gostem de estar juntos, presentes à Presidência da República. Então, acho que é um bom começo de um diálogo de conteúdo político, mas que não era o caso”, disse.
Para ele, os últimos mandatos do partido na Presidência demonstraram que a bancada do PT seja “a principal base de apoio, não exclusiva, do governo” de Dilma, pelo seu tamanho, importância e lealdade. “A palavra de ordem dela é o diálogo, e é um novo marco na relação dela com o Congresso e com a sociedade. Considero que foi um gesto alvissareiro dialogar com o PT ainda que não tenha solenidade de fala formal, foi um momento alto da relação da presidenta com o PT. Considero muito importante”, disse o deputado José Guimarães (CE), ao fim do encontro.
O parlamentar, que considera necessária uma recomposição da base aliada do governo no Congresso, ressaltou que a relação deste [Congresso]com a presidenta precisa ter um diálogo mais aperfeiçoado. Essa intenção, segundo Guimarães, foi apresentada pela própria Dilma. “Estamos bem, vamos trabalhar, o desafio é enorme. Estou cansada, mas estou muito firme na disposição de ampliar o diálogo com o Brasil”, disse a presidenta conforme relatou o deputado.


