Indagado sobre 2014, Barbosa voltou a negar que pretenda ser candidato. Mas deixou entreaberta uma fresta para rever sua posição no futuro. No pedaço da entrevista dedicado ao mensalão, o repórter perguntou: Às vezes, o senhor não é muito rude, muito duro com seus colegas? E o ministro: “Às vezes tem que ser. O Brasil é o país dos conchavos, do tapinha nas costas, é o país em que tudo se resolve na amizade. E eu não suporto nada disso”.
Acrescentou: “Às vezes, eu sou duro para mostrar que isso não faz o menor sentido numa grande democracia, como é a nossa. Nós temos que assumir isso. Nós estamos entre as dez grandes democracias do mundo hoje, das mais sólidas. Isso aqui não é lugar para brincadeira. Há muita brincadeira no Brasil, no âmbito do Estado, dos três Poderes”.


