
Jucá pretendia transferir tanto o início da campanha quanto o da propaganda eleitoral de 5 de julho – prazo fixado pela Lei Eleitoral (Lei 9.504/1997) – para 5 de agosto. Raupp não julgou “conveniente” reduzir o tempo de campanha “sem um debate mais aprofundado sobre o tema” e propôs 7 de julho como data alternativa. A perspectiva de corte de 30 dias foi motivo de protestos na reunião da CCJ.
Os senadores Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e Aécio Neves (PSDB-MG) estavam entre os que rejeitaram a medida. Rollemberg considerou qualquer redução no prazo de campanha “uma restrição ao livre exercício de manifestação de ideias dos candidatos”. Aécio avaliou que uma eventual diminuição neste tempo favoreceria “detentores de mandato eletivo, independentemente de utilizarem ou não seu mandato para fins eleitorais”.



