É daquelas decisões judiciais que chamam atenção até pelo enredo. A promessa era deixar as orelhas alinhadas. Segundo o entendimento da Justiça, porém, dois irmãos terminaram o procedimento de otomodelação com queixas de assimetria e sem o acompanhamento que teria sido prometido.
A Vara Única de Cruzeta reconheceu falha na prestação do serviço e condenou a profissional responsável a devolver os R$ 2,2 mil pagos pelo procedimento. Além disso, determinou o pagamento de R$ 4 mil por danos morais para cada um dos pacientes.
E aí entra a ironia inevitável: a intenção era resolver a popularmente chamada “orelha de pua”, mas, conforme a decisão judicial, a correção esperada não apareceu.
No final das contas, as orelhas viraram caso de Justiça. E se a correção estética ficou pelo caminho, a correção da conta veio por sentença: dinheiro de volta e indenização para os dois irmãos.


