O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, alerta que a substituição silenciosa do delegado da Polícia Federal responsável pelas investigações sobre as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) expõe suspeitas de interferência política do governo Lula para blindar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Para ele, a troca sem justificativa pública convincente, justamente quando as apurações avançavam sobre suspeitas relacionadas ao filho do presidente da República , compromete a credibilidade da PF e exige respostas imediatas do Ministério da Justiça e da direção-geral da corporação.
A avaliação destaca que o delegado Guilherme Figueiredo Silva conduzia uma investigação de grande repercussão sobre fraudes contra aposentados e pensionistas, parcela vulnerável da população brasileira. O episódio ganhou ainda mais gravidade após a abertura de sindicância pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para apurar a substituição. “Quando um delegado responsável por investigações sensíveis envolvendo possíveis conexões próximas ao poder é retirado do caso sem explicações transparentes, a mensagem transmitida à sociedade é devastadora: certas apurações parecem possuir limites políticos previamente estabelecidos”, aponta trecho da 128ª edição do Observatório da Oposição, relatório assinado por Rogério Marinho.
A publicação periódica reúne análises das principais movimentações dos órgãos públicos federais na última semana, com o objetivo de monitorar as ações dos Três Poderes e subsidiar os senadores da oposição quanto aos temas mais sensíveis e prejudiciais ao País. A publicação periódica também analisa os Decretos nº 12.975 e nº 12.976, editados pelo governo Lula para ampliar os poderes da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) sobre plataformas digitais às vésperas das eleições de 2026.
Segundo o relatório, as normas atribuem ao órgão competências de fiscalização, regulação e punição sobre redes sociais, com deveres de monitoramento, gestão de “riscos sistêmicos” e remoção de conteúdos. O documento alerta para extrapolação do poder regulamentar, risco de autocensura, enfraquecimento do Marco Civil da Internet e o potencial impacto sobre a liberdade de expressão em período eleitoral.
Na área econômica, o Observatório afirma que Lula tenta recuperar apoio de segmentos ligados à direita com dinheiro público, ao editar a MP 1.359 para destinar R$ 30 bilhões em financiamento via Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) à compra de carros novos por taxistas e motoristas de aplicativo. A análise sustenta que o governo usa a guerra no Irã como justificativa artificial para ampliar crédito subsidiado, sem urgência real e com efeito sobre a dívida pública, a inflação e a manutenção da taxa básica de juros (Selic) em patamar elevado.


