- Falta de UTI, restrições de atendimento e funcionamento limitado aumentam questionamentos sobre estrutura apresentada como marco da saúde pública
A inauguração do Hospital Municipal Francisca Conceição da Silva, em janeiro deste ano, foi cercada de forte promoção política por parte da gestão do prefeito e pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra. Na época, a unidade foi apresentada como um marco histórico para a saúde pública de Mossoró e símbolo de uma nova era no atendimento municipal.
Quatro meses depois da entrega, porém, o discurso triunfalista passou a enfrentar críticas crescentes da população mossoroense. Moradores questionam a falta de estrutura do hospital, principalmente a ausência de leitos de UTI, além das limitações no funcionamento da unidade, que não opera nos finais de semana e não atende casos graves de urgência e emergência.
As críticas ganharam ainda mais repercussão após declarações do secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, que afirmou ao Diário do RN que, tecnicamente, a unidade não possui capacidade para funcionar como hospital de maior complexidade. A fala reforçou o entendimento de setores da população de que houve exagero político na apresentação da obra.
Nos bastidores políticos de Mossoró, opositores afirmam que o hospital foi vendido como uma estrutura funcionando “a todo vapor”, mas que a realidade encontrada pela população seria bem diferente da propaganda feita pela gestão municipal. O episódio vem aumentando o desgaste em torno da narrativa administrativa construída por Allyson Bezerra na área da saúde.




