- Eleições suplementares mostraram eleitorado dividido ideologicamente e sinalizam cenário que poderá dominar a disputa pelo Governo do Estado em 2026
As eleições suplementares realizadas neste domingo (17) nos municípios de Itaú e Ouro Branco deixaram um forte sinal político para o Rio Grande do Norte: a polarização entre direita e esquerda chegou de vez ao eleitorado potiguar.
Em Itaú, a disputa ficou claramente marcada pelo embate ideológico. De um lado, Pezão, identificado como candidato da direita. Do outro, Fabrício Régis, representando o PT e a esquerda. O resultado terminou com vitória de Pezão, consolidando uma campanha fortemente marcada pelo discurso ideológico.
Já em Ouro Branco, o cenário foi ainda mais emblemático. A cidade praticamente se dividiu ao meio. Apenas 17 votos separaram Amariudo Santos, identificado com o campo da direita, da candidata Dra. Fátima, ligada à esquerda e ao PT. O resultado apertadíssimo mostrou um eleitorado claramente polarizado entre dois campos políticos opostos.
Os resultados revelam uma mudança no perfil do eleitor potiguar. O que antes era uma disputa predominantemente local e baseada em lideranças municipais começa agora a ganhar contornos ideológicos mais definidos, com eleitor identificado como “de direita” e eleitor identificado como “de esquerda”.
E a tendência observada nos dois municípios pode acabar se repetindo na disputa pelo Governo do Estado em 2026. Nos bastidores políticos, cresce a avaliação de que o cenário estadual caminhará para uma polarização entre Álvaro Dias, representando o campo da direita, e Cadu Xavier, ligado ao PT e ao campo da esquerda.
Nesse cenário, há quem avalie que candidaturas de perfil mais centrista, como a de Allyson Bezerra, poderão enfrentar dificuldades para se consolidar diante de um eleitorado cada vez mais dividido entre os dois polos ideológicos. As urnas de Itaú e Ouro Branco acabaram funcionando, para muitos observadores, como uma prévia do ambiente político que deverá marcar a eleição estadual deste ano.



