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“Máfia dos concursos” é denunciada por fraudes milionárias em seleção da Polícia Federal

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O Ministério Público Federal na Paraíba (MPF) denunciou dez pessoas suspeitas de fazer parte um esquema conhecido como “máfia dos concursos”, acusado de fraudar um processo seletivo da Polícia Federal no ano passado.

A denúncia foi tornada pública na última terça-feira (28). Segundo as investigações, o grupo atuava em pelo menos três estados do Nordeste.

Esquema interestadual

De acordo com o MPF, a organização operava na Paraíba, Pernambuco e Alagoas. O grupo manipulava provas e direcionava resultados para beneficiar candidatos específicos.

As apurações fazem parte de um desdobramento de investigações iniciadas no Sertão paraibano.

Investigações e desdobramentos

O núcleo do esquema foi identificado na cidade de Patos.

Durante as investigações, o então delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas, Gustavo Xavier do Nascimento, foi alvo de buscas e acabou afastado do cargo. Ele, no entanto, não foi denunciado especificamente neste caso.

Fraude focada em cargo estratégico

O esquema teria como foco a vaga de delegado da PF. Segundo o MPF, o objetivo era favorecer um dos integrantes do grupo.

As provas incluem movimentações financeiras suspeitas e troca de mensagens entre os envolvidos.

Valores milionários

A estrutura funcionava como um negócio. Os valores cobrados variavam conforme o cargo pretendido.

De acordo com a investigação, os pagamentos podiam ultrapassar R$ 280 mil por candidato.

Organização criminosa estruturada

Os denunciados atuavam em diferentes funções dentro do esquema.

Havia coordenadores, intermediários, responsáveis por provas e operadores tecnológicos. Também foram identificados beneficiários diretos das fraudes.

Crimes apontados

Entre os crimes listados estão organização criminosa, fraude em concurso público e lavagem de dinheiro.

Também constam corrupção, falsificação de documentos e obstrução de investigações.

O MPF pediu ainda a revogação de acordos de delação de dois investigados.

Tecnologia e métodos sofisticados

As investigações da PF apontam o uso de tecnologia avançada nas fraudes.

O grupo utilizava dublês, pontos eletrônicos implantados e comunicação em tempo real.

Também aceitava pagamentos em dinheiro, ouro, veículos e até serviços.

Esquema atuava há mais de uma década

Segundo a Polícia Federal, o grupo operava há mais de dez anos. As fraudes teriam atingido concursos de órgãos como Caixa Econômica Federal,

Banco do Brasil e a Universidade Federal da Paraíba. Também há indícios de impacto em seleções estaduais e no Concurso Nacional Unificado.

BNews Natal

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