Saúde

Veneno no prato? Estudo mostra números assutadores de ultraprocessados na dieta dos Potiguares; veja índices por cidade

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Uma pesquisa da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) revelou um dado preocupante sobre o prato dos potiguares: os alimentos ultraprocessados já representam 18,7% de tudo o que a população do Rio Grande do Norte consome.

Nos grandes centros urbanos, o cenário é ainda mais crítico, com a capital, Natal, atingindo a marca de 21,2%.

Ranking do consumo no RN

O levantamento mostra que a facilidade de acesso a redes de fast-food e a rotina acelerada ditam o ritmo do consumo nos municípios mais populosos. Confira os índices por cidade:

  • Natal: 21,2%
  • Parnamirim: 20,3%
  • Mossoró: 18,0%
  • Caicó: 17,5%
  • Extremoz: 17,3%

Na contramão dessa tendência, os municípios de Paraná e Jardim de Angicos registram os menores índices de consumo no estado, com 13,2%.

Por que o consumo disparou?

Para o nutricionista Rodrigo Rüegg, o fenômeno é estrutural.

“Não é algo localizado, está ligado ao sistema alimentar e ao ambiente em que vivemos. Nos grandes centros, a oferta de industrializados é massiva, enquanto o acesso a itens frescos pode ser limitado, especialmente em áreas periféricas”, explica.

Os perigos no prato

Embora práticos, esses alimentos – ricos em açúcar, sódio e gordura, mas pobres em nutrientes – são os principais vilões para o surgimento de doenças crônicas. O consumo frequente está diretamente ligado a:

  • Obesidade e Diabetes tipo 2;
  • Hipertensão e doenças cardiovasculares;
  • Alguns tipos de câncer e alterações metabólicas.

A regra de ouro: descascar mais, desembalar menos

A recomendação dos especialistas segue o Guia Alimentar para a População Brasileira: a base da dieta deve ser composta por alimentos in natura (frutas, grãos, hortaliças e leguminosas).

“Quanto menor a participação de ultraprocessados na dieta, melhor para a saúde a longo prazo”, reforça Rüegg.

BNews Natal

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