Recentemente, a cantora Tati Girl utilizou as redes sociais para cobrar pagamentos de apresentações realizadas ainda durante o São João do ano passado. A situação, no entanto, está longe de ser um caso isolado ou exclusivo do Rio Grande do Norte.
O atraso no pagamento de cachês é uma realidade recorrente em diversas partes do Brasil, envolvendo artistas de diferentes segmentos e também agências que intermediam esses contratos. Prefeituras, muitas vezes, acumulam pendências financeiras decorrentes de eventos como Réveillon, festas de padroeiros, São João, além de grandes festividades culturais e até rodeios espalhados pelo país.
É preciso entender que esse tipo de situação faz parte do próprio funcionamento do mercado artístico. O artista é contratado para a apresentação, mas isso não implica, necessariamente, no recebimento imediato do cachê. Trata-se de uma negociação entre escritórios, agências, artistas e entes públicos, com prazos e condições previamente ajustados.
Casos como o do cantor Beto Barbosa (foto acima), que também veio a público cobrar pagamentos, seguem a mesma lógica observada em outros estados e municípios. Ou seja, não se trata de uma exceção, mas de uma prática que se repete com frequência no cenário nacional.
Diante disso, a exposição pública dessas cobranças, embora chame atenção, não configura algo fora do comum nem necessariamente compromete a imagem de gestores públicos. Para muitos, esse tipo de manifestação não passa de um melodrama em torno de uma prática já conhecida e, em grande parte dos casos, previamente acordada entre as partes envolvidas.
VEJA NO VÍDEO ABAIXO A COBRANÇA FEITA PELA CANTORA TATY GIRL EM SUAS REDES SOCIAIS:
Esse tipo de cobrança também alcança outras áreas culturais. No Rio Grande do Norte, o artista plástico Túlio Rato chegou a fazer cobrança pública ao então prefeito de Mossoró e hoje pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra, relacionada ao pagamento por serviços e aquisição de obras, como telas do artista.
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