Se tivesse sido João Paulo II…

Do blog do Ancelmo Góis

Passada a eleição, o comando da campanha de Dilma parou para avaliar o pronunciamento em que Bento XVI convocou os católicos a não votarem em candidatos defensores do aborto.

A conclusão foi que o discurso só não fez um estrago porque já era véspera da eleição, sem tempo para repercussão, e, sobretudo, por causa dos escândalos de pedofilia na Igreja.

Um integrante do alto clero de Dilma lembrou, aliviado, que, se o pronunciamento tivesse sido do carismático João Paulo II, a repercussão teria sido outra.

6 respostas

  1. Como você está somente no “se”, gostaria de fazer um pequeno lembrete: será “se” João Paulo II faria o que o atual fez?

  2. Xerife,
    É bom separarmos o joio do trigo. Explico: a Igreja é composta de leigos, que somos todos nós ditos fiéis, que somos o trigo bom; e do outro lado, o clero, o joio ruim, composto, em muitos casos, de pedófilos e homossexuais.
    É bom que o Sr. papa tire a trave do próprio olho, para enxergar o algueiro no olho dos leigos.
    Aí a Santa Madre Igreja não sabe porque todos os dias está perdendo fiéis.
    Certamente estamos todos nos tornando infiéis. Também, com um clero assim.

  3. o Papa Joao Paulo II, jamais faria tal declaraçao. ele era contra o aborto, mais nao iria si basiar numa mentira dessas para prejudicar alguem. isso foi um erro grave do Papa Bento XVI, ele deve pedir perdao a Deu.

  4. Foi justamente essa tentativa de intervenção da Igreja no processo eleitoral brasileiro que originou toda essa onda de preconceito e racismo que grassa na Web. Esse é o legado deixado por José Serra que se intitulava “do bem”, insinuando que a gloriosa Dilma “não era do bem”. Esse apelo ao preconceito e à discriminação de raça, cor, sexo e condição social plantada por Serra e seus pares ao longo da campanha, logo foi adotado pela mídia golpista e irresponsavelmente legitamado pela CNBB e pelo Pastor Silas Malafaia que passaram a pregar o ódio e a intolerância religiosa no seio de uma sociedade tradicionalmente pacífica e próspera como a nossa.

    SÃO ESSES OS VERDADEIROS RESPONSÁVEIS (ia dizer criminosos) POR ESSA ONDA DE PRECONCEITO ODIOSO, INFAME E INADMISSÍVEL QUE NASCEU NA DIOCESE DE GUARULHOS PELAS MÃOS DO BISPO D. LUIZ GONZAGA BERGONZINI, que certamente carrega na alma o gens execrável do ódio e da intolerânica dessa Igreja que outrora assassinou inocentes, queimando-os “vivos” em fogueiras de madeira.

    Veja o que o bispo d. Luiz Gonzaga Bergonzini disse poucos dias antes do pleito em entrevista à Folha:

    “Dilma segue o seu partido, ela é a candidata. Então eu vou matar essa cobra na cabeça… Recomendo a todos os cristãos católicos que não votem na Senhora Dilma Rousseff… ”

    A 4 dias da eleição, esse bispo ordenou aos seus padres que pregassem contra a Dilma em suas homilias nas missas e celebrações das 37 paróquias da Cidade de Guarulhos. Lamentável. Profundamente lamentável e triste a apologia ao ódio e a prática de preconceito em quaisquer circunstâncias e por qualquer pessoa, especilamente quando tais práticas ofensivas, caluniosas e sujas são alimentadas por um BISPO com a conivência de um PAPA.

    Esses bispos que instigaram fieis a atos de intolerância religiosa, induzindo-os a uma preseguição impiedosa contra Dilma, esquecem-se por vezes que, acima deles e do papa, existe DEUS.

    Prova disso. foi o resultado da eleição para presidente em Guarulhos, cidade onde reina o bispo d. Bergonzini (o apóstolo das trevas), onde houve empate entre Dilma e Serra: dos cerca de 600 mil votos válidos, Serra ficou com 300 mil e Dilma com 299.700 mil. Pelo visto, as acusações contra a gloriosa Dilma feitas por d. Bergonzini não convenceram o eleitor.

  5. depois dessa campaha Deus vai mim perdoar, mas não tenho um pouquinho só de vontade de ir à uma igreja, assistir uma missa

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