Oposição quer investigar recursos para Mirante de Monte das Gameleiras, Beto Rosado defende

A oposição reagiu à revelação de que o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, teria destinado R$ 1,4 milhão, do chamado orçamento secreto, para a obra de um mirante turístico vizinha a um terrento de sua propriedade e onde, segundo o “Estado de S. Paulo”, ele pretende construir um empreendimento imobiliário.

Marinho é dono de um terreno no município de Monte das Gameleiras, que fica no interior do estado, a 130 quilômetros de Natal.

O deputado Rogério Correia (PT-MG) afirmou que irá acionar o Ministério Público Federal para apurar o caso.

O petista entende que Marinho mentiu em  audiência na Comissão do Trabalho da Câmara, ocorrida em 8 de junho.

Correia, naquele dia, perguntou ao ministro se ele destinou alguma emenda para a construção do mirante. O ministro negou e afirmou que o deputado fala em cima de uma “ilação”.

— A acusação de mentira é mais o desgaste político, mas, a questão é que realmente há indícios de que ele tenha intermediado no governo uma ação que o beneficia diretamente. Esta é a denúncia principal — disse Rogério Correia.

Em nota, o ministro negou ser o responsável pela indicação dos recursos para a Prefeitura de Monte das Gameleiras e afirmou que essa indicação foi feita pelo deputado conterrâneo Beto Rosado (PP-RN).

Marinho conta que se encontrou com Rosado em dezembro de 2020 num evento no estado, quando a “demanda foi apresentada”. Marinho, diz sua nota, afirmou então que a ação pretendida, a criação do mirante, deveria ser encaminhada ao Ministério do Turismo.

Na nota, porém, Marinho diz que a demanda de Rosado foi repassada a um servidor de seu ministério, o Desenvolvimento Regional, que ficou incumbido de encaminhar o pleito ao Turismo.

“Trata-se de um procedimento comum e rotineiro, como pode ser observado em tantos outros encaminhamentos realizados da mesma maneira”, afirmou Rogério Marinho na nota.

O ministro afirmou que a informação que forneceu na audiência da Câmara é o que de fato ocorreu, que foi um “mero encaminhamento”, de sua parte, da solicitação de um deputado federal ao ministro (do Turismo) que responde pelo conteúdo do pedido.

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