27/fev/2008

Livro lançado por François Silvestre detona Wilma de Faria sobre o famoso caso Foliaduto


Por Robson Pires, em

O advogado Farnçois Silvestre, ex-presidente da Fundação José Augusto concluiu o livro “As alças do Algave”, em que dedica um capítulo ao Foliaduto, o escândalo que marcou o governo de Wilma de Faria, PSB, das contratações dos shows fantasmas contratados e pagos pela Fundação José Augusto. Que na ocasião era presidida por François Silvestre.

Num certo tercho da obra ele nara o seguinte:

Em Wilma, eu decidi não votar após o comportamento que ela adotou sobre o Foliaduto. Eu comparo o seu gesto e o do seu governo, após o evento lamentável das bandas fantasmas, com aquela anedota do ladrão de porcos. O larápio trazia um porco preso às costas quando avistou o dono do porco roubado. Não tendo como desculpar-se, dada a evidência, começou a gritar: 

 — Socorro, socorro, tire esse bicho daqui!   Era preciso o dono do porco ser bastante idiota para acreditar que o porco era um agressor, e não um animal roubado.  Dessa forma agiu Wilma e seu governo. Para salvar os seus aliados e pupilos, ela quis fazer a sociedade acreditar que tudo ocorrera na Fundação José Augusto. (….) Se não foi cúmplice na execução do foliaduto, como eu acho que não, foi incorreta no comportamento posterior.  

 Não teve escrúpulos em simular uma surpresa sobre o caráter dos seus auxiliares e cobrar culpabilidade de uma instituição. Não reconheço inocência nos meus auxiliares. Sem a participação deles não teria ocorrido o fato, pelo menos no âmbito da Fundação. Só que eles foram engrenagem secundária na máquina que produziu a corrupção. Foram acólitos. A chefia estava noutro lugar. Na soleira do governo.

Do Blog: até hoje essa história mal-contada nunca foi explicada pelo governo do Estado.


6 Comentários

  1. Francisco Brito disse:

    Em nada mudou o estado brasileiro desde o célebre desabafo do eminente Rui Barbosa na tribuna do Senado em 1914 que se denominou: “O Triunfo das Nulidades?, ou seja: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.?.
    Infelizmente nada é tão atual nos dias de hoje, noventa e quatro anos depois.

  2. Francisco Brito disse:

    OBS do Blog: O fato é que o processo do foliaduto, cujo número é 78223, encontra-se parado no STJ [Superior Tribunal de Justiça], devido a um habeas corpus impetrado justamente por Carlos Faria, considerado o “mentor intelectual? do escândalo pelo MP [Ministerio Público]. O relator do processo é o ministro Hamilton Carvalhido. Na época em que Faria entrou com o habeas corpus, ele estava para depor na Delegacia do Patrimônio Público. Os outros réus já haviam sido ouvidos.
    Quem concedeu o habeas corpus a Carlos Faria foi o ex-minitro Paulo Medina, afastado do cargo por envolvimento num outro escândalo: A venda de sentenças. Se o processo não tiver andamento, após cinco anos prescreve e todos envolvidos saem ilesos. Isso é Brasil minha gente.
    Fonte: http://blogdobarbosa.jor.br/

  3. ?CREDITAR SOMENTE EM DEUS disse:

    PENA QUE SOMENTE TEMOS QUE ACREDITAR EM DEUS, POIS NOS POL?TICOS DE MANEIRA GERAL NÃO H? NADA QUE NOS APRESENTEM ALGUM CRÉDITO. ISSO É PRINCIPALMENTE A N?VEL NACIONAL, ESTADUAL E MUITAS VEZES EM OUTRAS SITUAÇÕES. INCLUSIVE J? H? MUITO COMENT?RIOS A RESPEITO DE SUPER FATURAMENTO NAS OBRAS DA RECUPERAÇÃO DO CASTELÃO EM NATAL; NO QUAL ESSA OBRA FOI FEITA PELO ATUAL PREFEITO CARLOS EDUARDO A L V E S . É POUCO OU QUER MAIS.

  4. Parágrafo D disse:

    Xerife, concordo plenamente com o comentário acima, de Francisco Brito. O que acontece no Brasil, é qualquer sujeito que ocupe um cargo público onde ordene despesas, com raríssima exceção, bota a mão na cumbuca. O resultado, é o 2º comentário do Sr. Brito: o benefício da decadência e/ou da prescrição. Será que alguém aqui, na Lua ou na casa do baralho acredita que aquele processo dos 40 aloprados que corre no STF vai dar nalguma coisa? Xerife, só de testemunhas aquela corte terá que ouvir quase mil! Agora se fosse eu, o “famoso ninguém” já estaria guindado preventivamente há muito tempo. Êita lasqueira sem jeito, “cumpade”.

  5. Lauro de Oliveira Pinho disse:

    Será que François Silvestre é mesmo assim tão inocente, no caso Folioduto, como tenta afirmar no livro? Afinal, mesmo tendo sido ordenado de fora, ele presidia a Fundação, e como residente, ele não sabia de nada que se passava em seu âmbito? Afinal, que tipo de gestor público era o Sr. François?

  6. Graça Alencar disse:

    Gostaria de fazer uma ressalva ao senhor lauro de Oliveira Pinto, se é que esse é mesmo o nome do cidadão. Senhor Lauro, é muito claro que o senhor conhece muito pouco, ou nada, da política e do cenário po´lítico potiguar. François Silvestre, grande escritor e intelectual da nossa terra, é conhecido, antes de tudo, pela grande maioria das pessoas do estado, por sua nobreza de espírito. Como pode o senhor, aqui, questionar isso sem nenhum conhecimento de causa Faça-me o favor.

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Domingo, 21 de Outubro de 2018


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