Na denúncia em que apresentou ao Tribunal de Justiça da Paraíba, a Procuradoria Geral de Justiça daquele estado relaciona os crimes da Operação Cidade Luz perpetrados na cidade de Patos e relaciona crimes associados no Rio Grande do Norte, especialmente em Natal.
Uma das revelações divulgadas pelos promotores é de uma conversa de WhatsApp entre o empresário Maurício Guerra e Allan Rocha, em que associam a continuidade do esquema criminoso à vitória nas urnas de 2016. Nessa conversa, Allan Emanuel fala que o grupo saiu vitorioso em Patos, Natal e Parnamirim, conforme afirma o documento do Ministério Público da Paraíba.
Na sequência, há uma referência a “Kleber vereador aleito” [sic], que se trata do vereador licenciado Kleber Fernandes, de Natal, cuja campanha já foi citada por delatores como beneficiária do esquema descoberto na Secretaria Municipal de Serviços Urbanos.
Modelo
As cidades potiguares são referenciadas como modelo de fraudes que poderiam ser copiadas para outros municípios.
A investigação sugere que fraudes em contratos na orla de Natal estariam sendo copiadas para a orla de João Pessoa. “Como se pode observar nos e-mails apreendidos, Felipe Castro chegou a enviar fotos dos projetos relatvos a orla de Natal para Felipe Cartaxo, com a intenção de obter o mesmo tpo de contrato para a orla de João Pessoa-PB”, registr a denúncia do Ministério Público da Paraíba.
Noutro trecho, os promotores identificaram que os mesmos documentos utilizados para fraudes em Caicó foram replicados em Patos. A prefeitura seridoense, aliás, é citada como referência de trativa de expansão para outras cidades.
A denúncia ainda traz nominalmente o nome de Tibau, em mensagem na qual Allan Emanuel Rocha comunica a preparação de editais para Patos e Tibau.




