20/mar/2020

Secretaria de Saúde envia documento ao Hospital Municipal de Natal restringindo uso da máscara N95


Por Robson Pires, em

A Secretaria Municipal de Saúde enviou um documento à direção do Hospital Municipal de Natal na ultima quarta-feira (17), restringindo o uso da máscara N95 aos profissionais de saúde. Em nota, a secretaria orienta que a máscara deve ser usada apenas por profissionais em assistência direta aos pacientes diagnosticados ou suspeitos de patologia transmitida por aerossóis. Ainda, completa que o uso não indicado gera custos desnecessários e uma falsa sensação de segurança.

No entanto, estudos revelam que o vírus sobrevive por algumas horas em suspensão no ar ou até dias em certas superfícies, chegando a ficar até três dias sobre estruturas ou objetos de plástico ou aço inoxidável. Ou seja, mesmo os profissionais de saúde não tendo contato direto com pacientes infectados, é possível se contaminar no ambiente de trabalho.

Nós do Sindsaúde RN repudiamos essa postura da Secretaria Municipal de Saúde e reivindicamos equipamentos de proteção individual (EPI’s) para todos os profissionais de saúde em atividade. Essa medida reproduz a mesma concepção de que os profissionais de saúde que não estão expostos diretamente a agentes nocivos não devem receber adicional de insalubridade.

A pandemia do coronavírus exige medidas emergenciais para combater o vírus e sua proliferação. Nesse sentido, restringir o uso de equipamentos de proteção aos servidores da saúde que são linha de frente no combate a pandemia, é precarizar ainda mais as condições de trabalho desses profissionais.

“A atenção básica e os serviços de 24h são a porta de entrada para o atendimento à população. Por isso, não é possível identificar os casos suspeitos no primeiro atendimento. Ainda assim, existe um protocolo para a realização do exame baseado em alguns critérios: a pessoa precisa se enquadrar em alguns critérios para ter a suspeita considerada: ter febre, tosse, coriza e dificuldade para respirar, além de histórico de viagem para fora do país ou de outro estado que tenha casos de doença registrados ou contato com alguém nessas condições. Até o resultado do diagnostico, o profissional desprotegido já tem se contaminado”, declarou Flávio Gomes, Coordenador do Sindsaúde RN.


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