05/mar/2020

Produtores de queijo do Seridó começam capacitação em abril


Por Robson Pires, em

Os produtores das 39 queijeiras beneficiadas pelo Edital de Leite e Derivados do projeto Governo Cidadão começarão a ser capacitados no final de abril. O secretário de Gestão de Projetos e Metas, Fernando Mineiro, se reuniu ontem (4) com os diretores do IFRN Campus Currais Novos, Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do RN (Funcern) e Centro de Tecnologia do Queijo (CTQueijo) para definir os ajustes finais da capacitação.

As aulas terão início dia 25 de abril e serão abertas 60 vagas. O curso terá carga horária de 80 horas e vai abordar disciplinas como boas práticas agropecuárias, instalações industriais, análise de leite, higiene e segurança alimentar e tecnologia de fabricação de derivados lácteos. “Vamos usar a expertise do CTQueijo para mostrar a eles como ocorre o processo de produção de acordo com a legislação vigente, para que quando as queijeiras estiverem prontas, estejam aptos a trabalhar de maneira plena e satisfatória”, destaca Mineiro.

O curso será oferecido em parceria com o IFRN, através da Funcern e do CTQueijo, com recursos do acordo de empréstimo com o Banco Mundial. Os queijeiros não pagarão nada pela capacitação.

Além de Mineiro, participaram da reunião em Currais Novos o diretor geral do IFRN, Andreilson Oliveira, a coordenadora de extensão Isandra França e os técnicos Antônio Iranaldo, Ariovonaldo Bezerra e Ramon Araújo. O superintendente da Funcern, Francisco Bernardino de Souza,  e o articulador territorial do Seridó no Governo Cidadão, Mariano Coelho, também estiveram presentes.

Saiba mais

O Edital de Leite e Derivados é uma iniciativa do Governo do Estado, via Governo Cidadão, Secretaria de Agricultura e Banco Mundial, e tem como objetivo estruturar e equipar as queijeiras do Seridó, em um investimento total de R$ 20 milhões. Ao todo, 39 queijeiras estão ligadas às duas cooperativas selecionadas na chamada pública – Capesa e Coafs. Ao fim da execução, elas estarão regularizadas de acordo com as exigências sanitárias exigidas por lei e aptas a entrarem no mercado formal.

Estão sendo feitos a adequação da infraestrutura, aquisição de maquinário e equipamento necessário, melhoria na logística do transporte, comercialização e capacitação dos funcionários da comunidade. A regularização é importante para que as cooperativas recebam o selo das instituições sanitárias vigentes: Serviço de Inspeção Municipal; Instituto de Defesa e Inspeção Sanitária (IDIARN); Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).


1 Comentário

  1. Bianca Medeiros disse:

    Adeus queijinho artesanal, caseiro e sertanejo. Bem vindo ao mundo cruel da globalização. Depois vão dizer que Santo Antôe enganou …

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