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Henrique tem de colocar barba de molho: ele está enredado cada vez mais em intrigas

Como líder do PMDB, o deputado Henrique Eduardo Alves foi obrigado a posicionar-se contra o núcleo duro do novo Governo Dilma, dominado pelo PT – Partido dos Trabalhadores. Henrique Alves teve de ficar com a bancada do PMDB sempre ávida por cargos e posições importantes dentro do governo, seja qual for o governo. Para um governista como Henrique isso é o pior dos mundos. Mas não poderia ser diferente. Henrique Alves tem de defender os interesses de seus liderados, senão deixa de ser líder. E sem a liderança do segundo maior partido na Câmara ele não é nada nos palácios de Brasília. O problema é que Henrique Alves está enredado cada vez mais em intrigas palacianas neste início do novo governo. E a imprensa nacional é pródiga em relatar a fome do PMDB por cargos. Geralmente a menção do nome de Henrique é negativa. Ontem foi a vez de um artigo duro da Folha de São Paulo. Citava Henrique Alves como “chefe da tropa do PMDB” que grita por cargos no governo. O artigo assinado por Ricardo Melo lembrava um pouco dos 40 anos de vida pública de Herique Alves, o fato de ele ter sido cotado para ser o vice-presidente do José Serra em 2002 e a denúncia da ex-mulher dele, a Mônica, de que ele teria US$ 15 milhões no exterior. O artigo da Folha também dizia que ao examinar a trajetória do Henrique é impossível encontrar um projeto relevante ou contribuição significativa ao Legislativo – o que não passa de uma tremenda má vontade porque Henrique foi presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e relator de projetos importantes como o PAC, a partilha do Pré-Sal e do Minha Casa, Minha Vida. Henrique Alves conhece bem as intrigas nos bastidores de Brasília. As notinhas, citações em reportagens e artigos podem ser obra de algum adversário poderoso do PT ou de outra legenda a serviço do Palácio do Planalto. Mas o que importa é que o deputado potiguar tem de botar a barba de molho – barba esta que ele não possui. Henrique tem de se ligar como dizem os mais jovens. Qualquer campanha para impingir-lhe a pecha de fisiologista, chefe da tropa, de chantagista ou de cacique que articula contra os interesses do governo – como parece ser o caso do aumento do mínimo acima dos 540 reais – pode ser danoso para ele que almeja ocupar a presidência da Câmara dos Deputados ainda na gestão de Dilma Rousseff. Creio que a chamada grande imprensa não dará sossego ao filho do saudoso Aluízio Alves. Por Diógenes Dantas (na foto)

Robson Pires

Brasileiro Radialista e Jornalista!

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