18/nov/2019

Ex-presidiário quer ser candidato a prefeito em Ielmo Marinho (RN)


Por Robson Pires, em

O ex-presidiário Francenilson Alexandre dos Santos quer retornar a comandar a Prefeitura Municipal de Ielmo Marino (RN), com o apoio da atual vice-prefeita Francisca Soares da Silva, conhecida como PEBA, nas eleições de outubro de 2020.

Em julho de 2016, o desembargador João Rebouças, do Tribunal de Justiça do Estado, decretou a prisão preventiva do então prefeito do município de Ielmo marinho, Francenilson Alexanre dos Santos.  Ele foi acusado pelo Ministério Público da prática de corrupção ativa, por ter oferecido cargos públicos na Prefeitura e promessas de dinheiro a vereadores para que votasem pelo arquivamento do processo de cassação do seu mandato, o que efetivamente veio a ocorrer.  Francenison assumiu a prefeitura em setembro de 2015, quado o então prefeito Bruno Patriota foi afastado do cargo por determinação judicial.

O prefeito Francenilson Alexandre foi preso no dia 04 de julho de 2016, em operação comandada pelo Ministério Público, tendo sido conduzido ao ITEP/RN para exame de corpo delito.  Em seguida o prefeito corrupto foi encaminhado para a prisão no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar.

O desembargador João Rebouças apontou na época, que depoimentos e gravações de interceptações telefônicas, comprovaram que Francisco Alexandre agia de forma continuada e sistêmica quanto ao oferecimento e pagamento de vantagens, e caso não fosse preso, poderia continuar na prática das condutas ilícitas em detrimento do erário público.

As investigações promovidas pelo Ministério Público, demonstrou que o então chefe do Executivo de Ielmo Marinho, ofereceu de fato cargos públicos aos vereadores Josemi Ezequiel, Sebastião Evilásio e José Roberto, em troca dos votos deles no processo de cassação do seu mandato, acompanhado da promessa de pagamento de valores.

O magistrado assinalou que a medida preventiva de afastamento do cargo se revela inadequada, denotando a necessidade da prisão, em razão dos fatos e circunstâncias revelarem que medidas cautelares diversas não seria suficiente para impedir que  novos crimes fossem praticados por Francenilson, sobretudo se levando em consideração que, ainda afastado do cargo, porém em liberdade, continuaria praticando crimes graves de corrupção e a possibilidade de destruir provas.


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