Um dos acusados de aplicar golpes em prefeitos do Rio Grande do Norte, o garçom João Maria Augusto, preso em uma operação da Polícia Civil em dezembro de 2013, teve um recurso, novamente apreciado pela Justiça potiguar. Desta vez, foi a defesa do envolvido que moveu um Habeas Corpus, que foi julgado pelo desembargador Gilson Barbosa.
O pedido de liberação da defesa sustentou, dentre os argumentos, que o réu não possui antecedentes criminais, tem residência fixa e, ainda, trabalhava como garçom há mais de cinco anos. A liberação da prisão preventiva foi negada, inicialmente, sob o argumento de que a medida foi necessária para assegurar a ordem pública e a aplicação da lei penal.
O garçom foi preso em uma operação realizada pela Polícia Civil, no dia 30 de dezembro do ano passado, em Natal, ao lado de outro homem, suspeitos de aplicarem golpes em prefeitos e grandes empresários do RN. Nos crimes, eles usavam nomes de várias autoridades do Estado – e até mesmo se passando por elas – para pedir dinheiro sob o argumento de que uma criança teria leucemia e necessitava de tratamento urgente.


