07/jan/2015

Papa designa como cardeal bispo que disse que não se opor à maconha legal


Por Robson Pires, em

papacardeal

Aos 55 anos, o montevideano Daniel Sturla é um dos três latino-americanos nomeados para o colégio cardinalício pelo papa Francisco, uma grande aposta quando se leva em conta que o Uruguai é uma exceção na região, com tão somente 42% de católicos na população e uma separação autêntica entre Igreja e Estado desde 1917. Um total de 40% de uruguaios se declara ateu ou agnóstico, segundo dados de 2014 do Centro de Pesquisas Pew, dos Estados Unidos.

Por isso, a escolha de Sturla tem mais a ver com seu perfil moderno e aberto ao diálogo do que com a possibilidade numérica de reverter a perda de fiéis na América Latina, onde vivem 40% dos católicos do mundo. Procedente do México, outro dos alçados ao cardinalato pelo papa, Alberto Suárez Inda, prega em um país com 79% de católicos. O terceiro latino-americano nomeado cardeal é o panamenho José Luis Lacunza, residente em um país com 72% de católicos, segundo um levantamento da Corporação Latinobarômetro em 2014.

Desce sua chegada ao arcebispado de Montevidéu, o salesiano Sturla se mostrou favorável à legalização da maconha (“não tenho uma posição contrária”), embora demonstrando “dúvidas” sobre seu êxito na luta contra a dependência de drogas. Em novembro de 2012 ele se reuniu com as organizações de gays e lésbicas e declarou que “ser homossexual não é pecado”, pedindo desculpas se a Igreja ofendeu os que optaram por ter relações com pessoas do mesmo sexo.


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