MPF vai apurar 16 irregularidades no certame do Senado, entre elas plágio

O Jornal Correio Braziliense informa que o Ministério Público Federal no Distrito Federal vai apurar 16 irregularidades relacionadas ao concurso do Senado, entre elas, o plágio de questões, conforme mostrou o Correio em reportagem publicada no último dia 16. Será verificado ainda o uso de aparelhos eletrônicos dentro dos locais de prova. Além disso, está em andamento um inquérito para esclarecer a dispensa de licitação na escolha da Fundação Getulio Vargas (FGV) como organizadora, com uma arrecadação estimada em quase R$ 30 milhões, já que o contrato previu como pagamento pelo serviço o direito de a banca embolsar os valores obtidos mediante as taxas de inscrição.

As denúncias listadas pelo MPF abordam também falhas generalizadas no edital, nos gabaritos e até de encerramento da prova antes do horário previsto em alguns locais. A maior parte delas ainda passará por triagem dos procuradores, que têm 30 dias para decidir se abrem um inquérito ou arquivam as representações. Está sob suspeita ainda a inclusão no edital da disciplina competência linguística e discursiva, que foi ministrada pela própria FGV durante um curso de formação para os funcionários do Senado, em 2010. A suspeita é de direcionamento do processo seletivo com objetivo de ajudar funcionários comissionados a se efetivarem como concursados. Procurada, a FGV informou não ter recebido qualquer notificação do MPF, mas disse estar disposta a colaborar se necessário.

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