Marqueteiros do PT instruem candidatos às prefeituras a “nacionalizar” campanha e incluírem “Deus” e “família” em discursos

FOTO: REPRODUÇÃO

Buscando reverter a queda de popularidade do presidente Lula, a equipe de comunicação do Palácio do Planalto e os estrategistas do PT têm se esforçado desde o início do ano para desenvolver estratégias eficazes. Pesquisas indicam que a desaprovação ao governo supera a aprovação, mas para os membros do PT, esses números podem não representar uma insatisfação real, e sim um cansaço diante das dificuldades em combater adversários políticos online. As informações são destacadas na matéria publicada pela Veja neste domingo (9).

A Fundação Perseu Abramo, vinculada ao partido, lançou um curso com o objetivo de capacitar militantes e candidatos a cargos eletivos em técnicas de comunicação digital, abordando desde a disseminação de conteúdo até o combate às fake news.

Contrariando a ideia de que as eleições municipais são menos afetadas por questões nacionais, o PT planeja incentivar seus candidatos a nacionalizar os debates, enfatizando as realizações do governo federal. João Brant, secretário nacional de Políticas Digitais da Secom, destacou a importância de integrar a agenda nacional à municipal. A estratégia visa explicitamente fortalecer a posição do partido nas eleições.

Lembrando a vitória apertada de Lula sobre Bolsonaro em 2022, Brant e Brunna Rosa, secretária nacional de Estratégia e Redes da Secom, enfatizaram a necessidade de uma nova postura dos ativistas de esquerda para assegurar a reeleição em 2026. Eles sugerem que os candidatos abordem temas universais como a família em suas campanhas, um valor que transcende as divisões políticas.

Profissionais de marketing político enfrentam o desafio de orientar candidatos a se conectarem com os eleitores sem perder a autenticidade. Recentemente, o presidente Lula adotou uma abordagem que inclui valores familiares e religiosos em seus discursos, buscando alinhar-se com as preocupações da maioria da população. Paulo Baía, professor de ciência política, observa essa mudança como uma tentativa de Lula de melhorar seu desempenho eleitoral. Em uma visita ao Nordeste, Lula utilizou essa nova retórica, mencionando Deus e família, e criticou o uso indevido desses conceitos por seus opositores políticos. Essa aproximação do discurso do PT ao conservadorismo de Bolsonaro é notável, faltando apenas a inclusão do termo “pátria” para completar a similaridade.

Terra Brasil Notícias

Uma resposta

  1. São os lobos de sempre vestindo-se de ovelhas!
    E, todo o cuidado é pouco, o Brasil precisa de Pátria, família, Deus, ética, decência, Ordem e Progresso!

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