
O evento foi boicotado por todos os integrantes da cúpula do PMDB.
Segundo Alves, não compareceu porque no mesmo momento estava na posse do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB).
O gesto ocorre em meio aos conflitos entre PT e PMDB devido a disputa por espaço no segundo escalão do governo Dilma.
Para Alves, faltou diálogo por parte dos ministros do PT na hora de indicar os novos dirigentes dos Correios e da Secretaria de Atenção à Saúde (SAES), que no governo Lula eram comandados pelo PMDB.
Correios e da SAE juntas têm um orçamento de cerca de R$ 57 bilhões.
“Não gostei de saber pelos jornais, não gostei da falta de diálogo. Cheguei a ouvir que não sabiam que a SAES era do PMDB”, disse Alves.
A reação de insatisfação do PMDB explodiu, no entanto, quando começou a se especular a perda do comando da Fundação Nacional da Saúde (Funasa) que tem um orçamento de cerca de R$ 5 bilhões.
“A Funasa é nitidamente uma indicação do PMDB”, defendeu Alves. A importância da Fundação para o partido deve-se, entre outras questões, à capilaridade das obras realizadas por ela em praticamente todo o país.
Por Ricardo Noblat



