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Henrique Alves pede ‘penico’ a ministro

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O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), procurou no final da tarde de hoje (4) o ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio (PT-RJ), para pedir desculpas por não ter ido a posse dele, realizada ontem (3).

O evento foi boicotado por todos os integrantes da cúpula do PMDB.

Segundo Alves, não compareceu porque no mesmo momento estava na posse do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB).

O gesto ocorre em meio aos conflitos entre PT e PMDB devido a disputa por espaço no segundo escalão do governo Dilma.

Para Alves, faltou diálogo por parte dos ministros do PT na hora de indicar os novos dirigentes dos Correios e da Secretaria de Atenção à Saúde (SAES), que no governo Lula eram comandados pelo PMDB.

Correios e da SAE juntas têm um orçamento de cerca de R$ 57 bilhões.

“Não gostei de saber pelos jornais, não gostei da falta de diálogo. Cheguei a ouvir que não sabiam que a SAES era do PMDB”, disse Alves.

A reação de insatisfação do PMDB explodiu, no entanto, quando começou a se especular a perda do comando da Fundação Nacional da Saúde (Funasa) que tem um orçamento de cerca de R$ 5 bilhões.

“A Funasa é nitidamente uma indicação do PMDB”, defendeu Alves. A importância da Fundação para o partido deve-se, entre outras questões, à capilaridade das obras realizadas por ela em praticamente todo o país.

Por Ricardo Noblat

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